De vez a poesia em quando

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André Arruda escreve para seus vizinhos e vizinhas; aprende(u) com esse povo e lhes ensina novas palavras. Palavras inventadas. Palavras que ficam guardadas no dicionário, à espera de inteligências que as acarinhem. Ensinou-me uma porção delas, “acontecência”, “teréns”, “loucomaquia”, “alfarrábios". Novos jeitos de olhar para os personagens e cenários que sempre estiveram por aí, por ali, por lá. Quem não conhece a cidade do Juqueri, recomendo que pegue este livro junto com a linha sete rubi da cptm, desça na estação que nomeia a cidade, bata pernas e se aconchegue nalgum canto, para sentir as cores e os cheiros empoemados nestas páginas. Arruda canta sua aldeia e, assim, canta o mundo. Com humor, amor e dissabor. Às vezes, dói, como o mundo. Mas (esse) poeta é bicho insistente.